o livro

Acordados – fragmentos é publicação viabilizada pelo Programa de Ação Cultural (PAC), Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

 

Editado pelo Selo Demônio Negro – Amauta Editorial, o texto procura debater questões sobre a vida em grandes metrópoles, relações de trabalho & entretenimento, assim como as possibilidades da existência de relacionamentos humanos nesses ambientes.

 

 

Trecho da “Apresentação Disfarçada de Prefácio” (na íntegra aqui)

por Alberto Guzik

Qual a trama costurada por Ana, em meio a tantas (re)invenções narrativas? É simples, quase banal. Gira tudo ao redor de uma reunião de negócios (o eixo de “Mrs. Dalloway” é a organização de um jantar, lembram-se?), onde será discutida a destinação do entulho que restará da implosão de um grande presídio em uma grande cidade. Pode-se pensar em um assunto mais sombrio e banal? Que sinistra sociedade tem de fazer reuniões de alto nível para destinar o entulho do que um dia foi uma sombria prisão?

Qual presídio? O Carandiru? Qual cidade? São Paulo? Não se sabe. A autora, paulistana de nascimento e residência, não se dá ao trabalho de identificar a metrópole na qual se passa a ação. Sabemos apenas que é uma grande urbe, uma megalópole muito semelhante à cidade natal de Ana Rüsche. Aos poucos ela nos apresenta os movimentos dos personagens envolvidos na história durante as horas que antecedem a tal reunião. Enfoca então o encontro propriamente dito. E revela em seguida seu desfecho. O fato de o “início” da história (se é que a história tem um “início”) estar no meio do livro torna a narrativa mais instigante e provocadora. “Acordados”, aliás, tem uma estrutura de mandala. O início e o final se encontram, se superpõem. (…)

Até o título do livro tem ressonâncias legais. “Acordados” significa tanto estarem despertos (os personagens do livro) quanto estarem de acordo, estarem acertados sobre algum ponto. E trata-se exatamente disso. Até que ponto a ruiva negociadora Valquíria, o advogado sem nome, os empresários Ronald e a obesa Alegria, além da morena Lola, a bela garota do departamento administrativo da empresa, são seres capazes de decidir por sua própria vontade os atos de sua vida? O que os impele? Para onde seguem?

 

 


Uma resposta to “o livro”

  1. Bacana demais o projeto. parabéns. Ainda estou conhecendo a história, mas achei demais a idéia da distribuição. Viva o contrabando!!

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